Terça-feira, 13 de Setembro de 2011

Serviços online do IMTT - Ou como não prestar os serviços online do IMTT

Preciso de mudar a morada da minha carta de condução... o nº do prédio mudou... e aqueles 3 últimos digitos do código postal estão mal desde inicio.... é só isso... nada de especial...

 

Vamos lá aos serviços online do IMTT: https://servicos.imtt.pt

 

Entro com os dados das finanças, e tudo bem....  Surge um quadro para preencher os dados pessoais por ser a primeira vez que acedo... preencho e tudo bem....

 

O site tem um aspecto um bocadinho pobre, mas vamos lá.... Vou à seção de mudança de morada que diz:

 

"A morada a constar na nova carta de condução será obtida do IRN após submeter o pedido."

 

E em baixo tem simplesmente um botão de "Submeter"... presuponho que o formulário para colocar a morada nova deva surgir depois de clicar em "Submeter"...

 

Clico e surge a fundo vermelho a seguinte mensagem:

 

"Não é possível satisfazer o seu pedido. Deve dirigir-se aos Serviços do IMTT. (E1008)"

 

Ai... querem ver que isto não funciona em Firefox em Linux.... ok vamos testar em Firefox em Windows.

 

Igual...

 

Vamos testar em IE em Windows...

 

Igual...

 

Pronto... esta porcaria de site não funciona... vamos lá a procurar um mail para perguntar o que se passa.... lá descubro o mail de contacto, que é o "sois@imtt.pt" e envio para lá o seguinte:

 

#########################

Assunto:Impossível realizar pedido de alteração de morara de carta de condução

 

Caros Senhores,

tentei através do site https://servicos.imtt.pt realizar a operação de alteração de morada da minha carta de condução no entanto não consegui.

Quando estou na página que diz:

"A morada a constar na nova carta de condução será obtida do IRN após submeter o pedido."

Esperava encontrar um formulário para colocar a nova morada, mas só existe por baiuxo desta frase o botão:

"Submeter"

Após clicar nesse botão surge a fundo vermelho a seguinte mensagem:

"Não é possível satisfazer o seu pedido. Deve dirigir-se aos Serviços do IMTT. (E1008)"

Esta não devia ser a funcionalidade mais simples a estar implementada e a funcionar?

Tentei este processo em:
Linux Caixa Mágica 16 64 bits com browser Firefox 6.0
Windows Vista 64bits com browser Firefox 6.0
Windows Vista 64bits com browser Internet Explorer 9

em todos obtive o mesmo resultado referido acima.

O objectivo era alterar a morada para que o número de porta passase a ser o XX e o código postal o XXX-XXX, ou seja na carta de condução devia passar a estar na zona da morada o seguinte:

X XXXXXX
XXXX-X X XXXXXX
XXXX XXX XXXXX

Como posso resolver esta situação?

Desde já obrigado.

Atentamente

Flávio Moringa
BI: XXXXXX
NIF: XXXXXXX
Carta Condução: XX-XXXXX X

 

#########################

 

 

Hoje recebi a seguinte resposta:

 

############################

 

Bom dia em relação a sua questão a razão pela qual não consegue visualizar a área de condutores deve se a desactualização de alguns dos seus dados no registo de condutores ou prende se com o facto de a sua fotografia ter ultrapassado o prazo máximo de quatro anos, pela que devera se dirigir aos nossos serviços presencialmente para fazer essa actualização de dados. Obrigado

 

 

Com os melhores cumprimentos,

 

############################

 

 

Ok... como é óbvio tive de responder:

 

################################

Caros Srs.

desde já obrigado pelo resposta.

De facto não sabia que existia um prazo máximo para a fotografia.

De qualquer forma se o problema prende-se com a necessidade de actualização dos dados, não seria esse o propósito principal dos serviços online do IMTT... parece-me a mim que se para actualizar dados é preciso ir presencialmente aos balcões não vejo a utilidade dos serviços online.

Afinal de contas se me autentiquei no site, é porque provei a minha identidade, logo devia poder enviar um nova fotografia e alterar os dados de morada pelo menos...

De qualquer forma, se não é possível alterar os dados, devido ao facto de ser preciso fazer alguma alteração presencial porque é que isso não é indicado logo quando se entra na janela de alteração de morada em vez de simplesmente dizer que não é possível satisfazer o pedido sem qualquer tipo de informação adicional... dá a ideia que existe é um erro do sistema. A informação que me deram por e-mail podia estar lá indicada e pronto.

Devo dizer que fiquei muito desiludido com esta situação, visto que não consegui concluir um pedido de alteração de morada, que me parece a mais simples operação que um cidadão pode querer fazer.

Cumprimentos
Flávio Moringa

 

################################

 

 

E estão assim os serviços online do IMTT... ou seja para a operação mais básica que existe, alteração de morada, apesar de existirem serviços online vou ter de perder tempo a ir a um balcão fisico....

 

Assim não vamos lá...

 

publicado por DarkLord às 12:04
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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Os confrontos na Quinta da Fonte, Loures

Ora aqui vão três opiniões em três blogs que sumarizam bastante bem o que eu acho sobre a situação na quinta da fontes, Loures:

O primeiro do Luis Silva:


Olhem só isto que encontrei no Jornal de Notícias:

"Regressam aos poucos e com medo" (título da notícia, é a primeira vez que vejo alguém afirmar que os ciganos têm medo de outras pessoas e andam na linha por isso... :o)).

"Faz muito frio à noite em frente à Câmara, pelo que decidimos regressar. Aquilo não tem condições". <- Dei uma gargalhada ENORME ao ler isto! Viram? A Câmara não tem condições na Rua! E os ciganos costumam viver em apartamentos de luxo...não são um povo nómada! :o)

Querem a prova? Simples! Aqui está
outra notícia
<:

"Tendas não convencem famílias ciganas a voltar" (ora claro...tendas?!)

"Cinco enormes tendas de lona verde, capazes de acolher cada uma 16 pessoas, foram montadas, ontem, durante oito horas, por um batalhão do Exército, num terreno baldio junto ao bairro Quinta da Fonte, na Apelação. Sem água, luz, instalações sanitárias ou fogões: um cenário só semelhante a um autêntico campo de refugiados. "Quem é que o senhor presidente da Câmara acha que somos? Ainda nos querem diminuir mais, para nos colocarem todos juntos em tendas", queixava-se, ao JN, Anabela Guerreiro, membro da comunidade cigana, quando confrontada com a possibilidade de oito famílias terem de viver naquelas instalações, provisoriamente, nos próximos três meses, enquanto as suas casas são arranjadas."

Oh k...já pararam de rir? :o)

Pessoas a viver em tendas?! Como refugiados?! Sem água corrente e outras mordomias do ser civilizado?! Onde já se viu! Isso é DESUMANO! Até já parecem...ciganos! :o/

Eu acho mesmo que eles deviam realojá-los num hotel enquanto as SUAS casas (sim, porque eles pagaram por elas com todo o seu trabalho árduo e com o dinheirinho que conseguíram poupar após pagarem ao governo malvado os enormes impostos)!

E não é um hotel qualquer, que eles não são cidadãos de segunda! São cidadãos de primeira, verdadeiramente exemplares, que nunca se metem em rixas, obedecem à lei, pagam os tais impostos de que falava e, em especial, sabem estar em sítios públicos onde o resto da corja (nós, portugueses de gema) estamos! Obedecem a filas em super mercados, hospitais e outros serviços públicos pelo que devem ser tratados condignamente!

Senhor presidente da Câmara de Loures, por favor leve-os para a sua mansão! Oh k?! :o/

Ah, e já agora, quando tiver possibilidade faça umas obrinhas na Câmara porque aquilo não tem condições para ciganos (veja lá você como isso é mau :o|)!


Podem encontrá-lo aqui: http://lms.ispgaya.pt/index.php?id=1320

 

 

O segundo do Marco Barreto (com citação do Mário Crespo):


Limpeza étnica por Mário Crespo:

 

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. “Perdi tudo!” “O que é que perdeu?” perguntou-lhe um repórter. “Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem…” Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga “quatro ou cinco euros de renda mensal” pelas habitações camarárias.

Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que “até a TV e a playstation das crianças” lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência.

A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à
custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam “quatro ou cinco Euros de renda” à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a “quatro ou cinco euros mensais” lhes sejam dados em zonas “onde não haja pretos”.

Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - “ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos.”

A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.


Aplaudo de pé! É injusto. Sejam ciganos, pretos, peles-vermelhas, marcianos, não importa! É injusto para mim e para o resto da população que trabalha! Eu esfolo-me a trabalhar, às vezes mais de doze horas por dia, para ter as minhas coisas, os meus brinquedos caros. E pago uma fortuna para ter uma casa e um carro e se os meus vizinhos desatassem aos tiros o Estado não me dava outra casa! O facilitismo exagerado que se concedeu a estes parasitas sociais está a dar frutos. Frutos podres!

 


Podem encontrá-lo aqui: http://gulma.homelinux.org/wordpress/?p=782

 

 

E o terceiro do Carlos Andrade com citação do Fernando Madrinha do Expresso:


A técnica da vitimização
Dos 55 mil ciganos registados em Portugal, 35 mil recebem o Subsídio de Reinserção Social. Recebem-no porque o que vendem (ou traficam, como preferirem) "não é colectável", logo não têm rendimentos, logo são pobres e desgraçados. Com isto em mente, eu não escreveria melhor o que o Fernando Madrinha
escreveu este fim de semana no Expresso.

"Na avalanche de notícias sobre a Quinta da Fonte, houve uma que apareceu pequenina nos jornais e tem sido pouco valorizada, mas é muito reveladora e instrutiva. Veio do vereador da Câmara de Loures com o pelouro da habitação e diz que a renda média das habitações do bairro é de 4,26 euros por mês. Mesmo assim, as rendas em atraso já atingem um milhão de euros. Esta verba corresponde a 50 mil mensalidades em dívida. Sendo 776 os fogos existentes, temos cinco anos de rendas por pagar num bairro habitado há pouco mais de dez.

O comum dos cidadãos não compreende que uma família não pague os quatro euros de renda, disse o vereador ao 'Público'. Pois não. Por motivos vários - e nem é preciso ir buscar as imagens daquele chefe de família que, vindo da 'manif' defronte da sede do município de Loures, se deslocou ao bairro para mostrar às televisões onde estavam os objectos que lhe terão roubado: o plasma, o DVD, a TV e a "playstation" do miúdo, a máquina da loiça...

O comum dos cidadãos sabe, em primeiro lugar, que, se não pagar a sua renda ou a prestação da casa, recebe ordem de despejo e põem-lhe os móveis à porta. E se lhe ocorrer ir acampar com a família em frente da Câmara Municipal, é provável que a polícia corra com ele na hora e não daí a três dias. Depois, o comum dos cidadãos pode não ter dinheiro para mais nada, mas a renda é a última dívida que deixa de pagar, como os bancos sabem melhor do que ninguém. As duas atitudes - a noção de que a falta tem castigo e de que um compromisso, mesmo o de uma renda simbólica, é para ser cumprido - revelam um certo tipo de relação do tal cidadão comum, seja um pobre de sempre, seja um 'novo pobre', com a casa que habita e com a própria sociedade.

O que mostram as contas das rendas na Quinta da Fonte é a atitude oposta: a ausência de toda a responsabilidade, a arreigada noção de que os pobres, por serem pobres - e mais ainda se forem negros ou ciganos - só têm direitos e nenhum dever, o desprezo por qualquer compromisso e a certeza absoluta da impunidade total em caso de incumprimento, mesmo reiterado.

Esta é a filosofia de vida que o Estado assistencial tem promovido nas 'Quintas da Fonte'. Ninguém dá valor a uma casa que lhe é oferecida por 4,26 euros mensais e que ninguém lhe tira se os não pagar - e aí já está metade da explicação para não se cuidar dela, deixando-a degradar-se de forma acelerada. Menos valor ainda se lhe dará se, além de pedir quase nada de esforço pela habitação, o Estado sustentar a família com subsídios e apoios que a dispensam de procurar trabalho. Ou que permitem a acumulação com expedientes de legalidade duvidosa, quando não criminosos.

No caso específico dos ciganos, que são um caso muito particular em matéria de integração, é público e notório, tanto nas 'Quintas da Fonte', como nas aldeias e vilas alentejanas, que se especializaram na exploração do sistema, nomeadamente no celebrado rendimento social de inserção. E que o Estado faz muito mais do que a esmagadora maioria deles faz pela sua própria integração. Na hora mais conveniente, sabem usar como ninguém a técnica da vitimização racista, seja para explorar e colher qualquer benefício, seja para justificar os seus próprios comportamentos, muitas vezes violentos e racistas. É ir às escolas, por exemplo, e perguntar quem são e como se comportam os pais mais problemáticos.

Bem podem abespinhar-se, pois, as almas pias que se tomam por mais sensíveis e anti-racistas do que todas as outras. O que as incomoda não é que o racismo exista e que ele se manifeste lá onde não dá jeito nenhum ao seu discurso politicamente correcto. O que as incomoda é que se fale disso.
"


Podem encontrá-lo aqui: http://blog.karlus.net/archives/2008/07/29/

 

 

publicado por DarkLord às 12:00
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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Não podia estar mais de acordo...

O Paulo Pires, colocou um post no seu blog (agregado do Print Screen) com o qual não podia estar mais de acordo, vou colocar aqui na íntegra porque é pequeno:

 

"Parem de me mandar incontáveis e-mails e sms sobre o quão altos os preços do combustível estão, porque eu já sei disso, toda a gente sabe!!

Parem de me incitar a boicotar a Galp, a BP e a Repsol e ao invés ir abastecer a grupos mais pequenos, porque isso não vai fazer-lhes mossa nenhuma!

Já se perguntaram onde raio estes pequenos grupos de bombas de combustível vão abastecer?! Devem pensar que o Jumbo e o Intermarché agora também são petrolíferas.. e que possuem refinarias! Enfim..

Querem fazer algo mesmo a sério?! Usem transportes públicos! Andem à boleia com colegas do trabalho! Andem de bicicleta ou a pé.. tanto me faz, agora não se façam de justos e vigilantes quando a culpa é de todos nós!"

 

Copiado clamorosamente de:

http://ppires.wordpress.com/2008/05/20/por-favor-parem/

publicado por DarkLord às 09:26
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

FOSDEM - The Day After

E já estamos em Portugal... após dois dias de FOSDEM já podemos fazer o balanço.

Foi espectacular... o auditório principal dava para 4000 pessoas e na sessão de abertura estava praticamente cheio com pessoas de pé nas passagens laterais e tudo.

Nos corredores estavam imensas mesas com as equipas da Mozilla, OpenOffice.org, Fedora, Ubuntu, KDE, OpenSUSE, Gnome, GnuStep, BSD, PostgreSQL, etc.. com mesas cheias de brindes (crachás, autocolantes), folhetos, equipamento em demonstração (o Gnustep tinha vários aparelhos, desde telemóveis a mini pc's)... OLPC's aos montes...  Uma multiplicidade de coisas...

Quanto às apresentações, um breve comentário às que assisti:

Tux On Shades, Linux on Hollywood -  Basicamente mostraram muitos clip's de filmes com bastantes efeitos especiais, e confirmaram que hoje em dia TODOS os efeitos especiais que vemos em filmes de Hollywood são feitos em Linux. Infelizmente também disseram que praticamente todas as aplicações usadas são proprietárias dos estúdios e não podem ser usadas cá fora... nem sequer são comerciais, são feitas e usadas exclusivamente pelos estúdios.

How a large Scale Project Works - Interessante para perceber como é que o BSD gere os seus programadores espalhados pelo mundo, e para saber que é sempre preciso existir alguém que "mande", caso contrário não se consegue manter um projecto grande. A resolução de conflitos é também um aspecto crucial e que tem de ser muito bem gerido. Naturalmente os commits de código exigem a utilização de várias ferramentas e por vezes a integração entre elas (svn,cvs, git, etc.)

Status Update on Software Patents - O discurso do costume, ou pelo menos aquele que já sabemos... patentes são más, patentes de software são péssimas... falou-se naturalmente da questão do OOXML e da forma como a Microsoft está a tentar fazer aprovar a sua pseudo-norma ISO. Achei piada ao orador dizer que "...vamos esquecer os EUA, aí já não conseguimos fazer nada... as big-corporations mandam e o governo apoia-as".

PHP6 - A apresentação centrou-se só no suporte completo a Unicode do PHP6, que é a principal característica dessa versão. Pena não se ter falado mais de outros aspectos da linguagem... mas mesmo assim foi muito interessante.  Reparem na foto no próximo post sobre isto e como o Unicode pode ser usado em tudo na linguagem....

Introduction to CentOS - Um apresentação muito simples, só para explicar como surgiu o CentOS e como é que eles neste momento fazem a recompilação dos SRPMS do Red Hat Enterprise Linux, Também interessante saber quais os diferentes repositórios que se podem usar, com RPMS extra em relação ao RHEL. Fiquei a saber que o RHN (Red Hat Network) não se pode usar no CentOS porque é proprietário.... é pena dava um jeitão para gerir  imensas máquinas...

KDE4 on Windows - Um dos responsáveis da equipa que faz o port das aplicações do KDE4 para windows demonstrou vários exemplos: Konqueror, kstars, kate, amarok, etc. Apesar de estarem a funcionar relativamente bem nativamente em windows, ainda precisam de bastante polimento... demoram muito a abrir, existem alguns problemas com a identificação de letras de drives, etc. O objectivo é ter daqui a seis meses várias aplicações totalmente portadas e começar a distribui-las em revistas, em sites, etc... O objectivo não é nem nunca será portar todo o KDE para windows, até porque querem guardar algumas das funcionalidades para funcionar só em SO's Livres.... algo como: "use o amarok em windows.. mas se quer usá-lo mesmo a sério mude para Linux ou BDS" ;-)

Bringing Metisse and Xorg Together - Uma apresentação do Metisse, a sua integração com o Xorg, e algumas funcionalidades. Fiquei algo desiludido por  descobrir que a equipa do Metisse não pretende que ele seja uma plataforma totalmente estável (passível de ser usada no dia-a-dia sim, mas não garantindo uma base de código sempre estável), isto porque eles vêem o Metisse como uma plataforma de desenvolvimento de novas ideias e funcionalidades para integrar com o servidor gráfico... Mas gostei das funcionalidades, especialmente a de espelho (para por exemplo clonar uma janela, e mostrá-la em espelho numa mesa à pessoa em frente), a de usar mais do que um cursor de rato para tarefas diferentes (o que permite usar por exemplo um rato em cada mão, ou no caso das janelas em espelho ter as duas pessoas a fazer coisas nas janelas ao mesmo tempo), e a mais espectacular, a possibilidade de a partir de várias aplicações clonarmos os botões que quisermos do IDE dessa aplicação e criarmos a nossa própria barra de ferramentas... isto de forma totalmente independente das aplicações (que nem sabem que os seus botões estão a ser clonados)....

RESTful best practices - Para quem quer desenvolver ou desenvolve em REST foi muito interessante perceber como se conseguem fazer coisas muito giras usando REST e como se podem ultrapassar algumas restrições (como por exemplo passar mais do que um objecto, ou fazer um formulário em várias páginas).... Isto tudo usando Ruby...

E pronto... saltitei também por outras salas mas estas foram as principais apresentações que vi.

No próximo post vão algumas fotos para provar que estivemos lá ;-):

publicado por DarkLord às 12:52
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Aí está a blogosfera....

Após bastante tempo como co-autor de blogs aqui estou eu sozinho... vamos a ver no que dá....
publicado por DarkLord às 12:49
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